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Estrela5

Do set de filmagem aos céus

Da bancada onde fico assisto a um longo filme de quatro horas e meia. O enredo é fantástico, romance, comédia, tragédia, terror e ação. Os personagens não são muito conhecidos, nada de Johnny Depp ou Angelina Jolie, apenas pessoas comuns.

Começamos com a abertura dos portões onde os dublês e os principais entram em cena.

Na primeira hora de filme todos estão dançando, conversando e bebendo. Depois cada um desempenha seu papel. O casal principal se conhece e aí começa a parte romântica. Temporariamente apaixonados eles arriscam dançar arrocha e se divertem cantando músicas aleatórias. A partir do primeiro, vários outros casais se formam, assim como muitas amizades.

Com aproximadamente duas horas, um lindo rapaz me chamou a atenção. Ele tinha um sorriso exuberante, era moreno, alto e tinha olhos brilhantes. Não estava bebendo naquela noite, estava rodeado de amigos que assim como ele estavam aproveitando a festa. Tudo estava tranquilo, todos sorriam e cantavam como se não houvesse amanhã.

Do outro lado, reparei em um grupo de pessoas e neste havia um menino que não aparentava estar tão tranquilo. Estava inquieto e bebia um gole ou dois de bebida.

Então o gelo seco do palco deu um tom de terror ao filme, me arrepiei de repente. Algo estava acontecendo. Vasculhei o salão e vi todos os personagens em seus postos. Espera, estão faltando dois deles. O menino do sorriso e aquele que não estava tão contente. Logo em seguida escutei gritos, um barulho de garrafa quebrando e a partir daí cada segundo passou mais devagar. Uma equipe de médicos apareceu no set de filmagem e correu para o banheiro masculino. Seguranças surgiram de todos os lados.

Estávamos todos assustados, os atores, as atrizes e eu. Perguntei-me o que havia acontecido e como todo telespectador, precisei ir até lá para ver.

Não vou relatar aqui o que vi. As pessoas não precisam saber dos detalhes. Mas lá estava a cena de tragédia e como em todos os filmes, um dos principais havia falecido. Foi triste. O sorriso antes estampado agora era uma ilusão. E por um acaso do destino, uma alma subiu aos céus naquela noite.

E o desfecho deu-se por um esbarrão. Um leve esbarrão seguido por um pedido de desculpas que não foi validado pelo autor do crime.

O final do filme sempre nos surpreende. E desta vez não foi diferente. É uma pena que nesta noite eu não tenha sido uma das autoras de tal enredo, pois se fosse, aquele pedido de desculpas teria sido aceito.

Fica aqui a minha mensagem: A balada foi feita para divertir, encantar, fazer com que todos fujam um pouco da realidade, mas também tem seus perigos e precisamos entendê-los.

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