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FOTO COLUNA_2015_05-06

Uma noite única

Todo mundo pensa que escrever crônicas sobre balada é fácil.

- Ah, mas não é só contar o que acontece?

Sim, mas o problema é que às vezes não acontece nada!

Sempre vou pra festa na expectativa de vivenciar algo diferente. Sento em meu banquinho alto, fico a espera dos clientes e das façanhas que os mesmos realizarão. Espero por um tombinho clássico, uma briguinha ou um mico básico. Mas nesta sexta nada se concretizou. Passei a noite apenas esperando e observando.

Na pista de dança as luzes coloridas enfeitavam o escuro da noite e a música que tocava transmitia alegria para todos que ali estavam. No bar, cada cliente que fazia seu pedido, ganhava um passaporte para aproveitar a festa como se não houvesse um amanhã. As pessoas que conversavam comigo no caixa tinham expectativas para esta madrugada e eu só pedia para que estas fossem realizadas.

Os seguranças estavam atentos, já era metade da noite e nada havia acontecido. Fiquei me perguntando no que eles ficam pensando enquanto fazem a vigia, pois eu só pensava em como seria o final desta madrugada.

Então, os passos de dança desajeitados tomaram conta da festa, os sorrisos sem jeito e as gargalhadas desafiaram o volume da música e mostraram que estavam ali para contagiar a todos. Os abraços dos namorados, as vozes que cantavam e a beleza diferente de cada rosto tornaram aquela festa única.

Única não porque aconteceram coisas diferentes, mas sim porque o fato de nada ter acontecido fez-me perceber que as coisas mais encantadoras em uma festa passam despercebidas.

E quando a música teve um fim, quando os passos de dança transformaram-se em passos que rumavam para um caminho, quando as bebidas terminaram e todos foram embora, percebi que no fim da madrugada restam os sorrisos e as lembranças. Lembranças estas que serão diferentes para cada pessoa que lá estava, lembranças únicas para uma noite única.

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