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Filme “Jogo perigoso”: uma ótima escolha

Um casal resolve alugar uma casa com o objetivo de passar um final de semana romântico para, assim, poder sair de uma crise no casamento. A casa foi escolhida com muito cuidado pelo marido, Gerald Burlingame (Bruce Burlingame), para que fosse longe de tudo e, assim, a casal pudesse aproveitar o fim de semana sem ser interrompido. Algo que a esposa Jessie Burlingame (Carla Gugino) não esperava era que o marido estava com algumas ideias bem sacanas para executar na cama. Após uma tentativa de incendiar o sexo do casal, o marido decide algemar a esposa para simular uma cena de estupro, e é aí que o filme começa a ficar interessantíssimo.

Lançado em 2017, o filme é uma adaptação da obra do gênio do terror Stephen King e foi dirigido por Mike Flanagan que fez com que o filme ficasse digno do nível do seu escritor. Como já de praxe, na obra do grande mestre King, a história vai te deixando sinais ao passo que a narrativa vai ocorrendo, estes podem ser objetos ou imagens que farão sentido no desenrolar da trama e que fazem com que os telespectadores entrem, realmente, no clima e se sintam agoniados da mesma forma.

Usando efeitos especiais simples, mas com muita sabedoria, a trama usa poucos cenários e se passa quase inteiramente no quarto da casa. Desse modo, com muita inteligência, o diretor coloca pequenos flashs da infância da personagem, Jessie Burlingame, para que possamos entender melhor seus medos e torcer por ela ainda mais.

Outra coisa que não pode faltar nos filmes de Stephen King é um ser estranho que aparece para nos confundir um pouco e nos deixar em dúvida se a trama é de eventos reais ou de sobrenaturais, pois o filme até então não tinha saído da realidade humana, mas quando aparece “a coisa” ficamos em dúvida, contudo, acredito que isso é proposital.

Crítica

Uma crítica não tão negativa é o fato de Jessie começar a ver alucinações logo no início da história quando ela ainda está forte e saudável. Talvez usaram isso para encurtar um pouco o filme, elemento que, na minha opinião, deveria demorar um pouco mais ou, ao menos, até a atriz ter uma certa exaustão para assim começar a imaginar coisas. Outro ponto negativo é o final que se estendeu um pouco além do ideal para que fosse explicado o porquê de “a coisa” estranha aparecer no filme, talvez isso deveria ser explicado pouco antes do final, assim, teriam tido tempo para um final mais interessante. Mas a trama em si é muito boa, não deixa pontas soltas e é um ótimo filme com belas atuações, destacando o papel interpretado por Carla Gugino que segurou o filme do começo ao fim mesmo sem ter muita mobilidade na trama. Recomendo, pois, é um ótimo filme.

Classificação indicativa acima de 18 anos.

 

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