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As emoções influenciam no seu comportamento alimentar?

Marcos Alexandre Margotti Izé
Psicólogo CRP 12/15412
(48) 99942-0718
marcosmargotti@hotmail.com

   Por que as vezes é tão difícil emagrecer? Essa pode ser uma pergunta que você já tenha feito em algum momento de sua vida. Na teoria deveria ser muito fácil conseguir perder peso, sendo necessário apenas visitar um(a) nutricionista, mudar hábitos alimentares, estilo de vida, e começar a praticar atividades físicas. Porém, na prática, podemos perceber que nem sempre acontece dessa forma. Mas porquê?

   Antes de continuarmos, esse é um tema muito extenso, e que abre portas para discussão de muitos outros elementos que envolvem o comportamento alimentar. Por isso peço licença para nos atentarmos aqui, para discussão das emoções e o comportamento alimentar.

   Antes de mais nada, precisamos compreender que o comportamento alimentar, vai além da necessidade básica de alimentação. Estão nele envolvidos, fatores sociais, culturais, religiosos entre outros. Podemos perceber que além dos aspectos já citados, a família, realidade econômica, o maior acesso a comida por meio da industrialização, o marketing e a mídia de uma forma geral se apresentam como fortes influências para o comportamento alimentar. Mas quando pensamos na parte emocional e afetiva, percebemos que essas, também cumprem seu papel junto a alimentação.

   Realizando uma pequena retrospectiva de nossa história de vida, será possível encontrar vários momentos onde as refeições foram sinônimos de socialização/confraternização com amigos e família. Muitas das boas lembranças da vida, podem estar relacionadas ao momento da refeição. Comemoramos conquistas por meio do alimento, sendo ele um mediador de nossas relações. Outro exemplo rotineiro do dia a dia, é quando compramos um chocolate para alguém. Não compramos apenas o alimento, mas sim os sorrisos, a felicidade, o momento e a alegria que isso irá proporcionar a quem vamos presentear.

   O stress do dia a dia, também se apresenta como uma fonte de influência para o comportamento alimentar, uma vez que é possível perceber maior ingestão de comida em períodos de stress. As situações estressantes, seja no trabalho, com família ou amigos, podem despertar sentimentos como angústia, medo, frustração, sentimentos de fracasso entre outros. Muitas pessoas encontram na comida uma forma de diminuir tais experimentações. Funciona como uma espécie de solução mágica para o problema enfrentado, pois a partir do ato de se alimentar, o indivíduo consegue se distanciar da emoção e sentir um alívio momentâneo. Com o tempo, isso pode se tornar um hábito, que faz com que a pessoa não consiga mais distinguir quando está com fome, vontade de comer, ou comendo por questões emocionais. Normalmente existe dificuldade para identificar os gatilhos que despertam as emoções que levam a alimentação.

   Muitas pessoas sem se dar conta em como as emoções interferem de forma direta na alimentação, buscam mudanças alimentares e de estilo de vida, mas não conseguem êxito no processo, ou conseguem atingir seu objetivo, mas não realizar a manutenção deles a longo prazo. Algumas características podem ser observadas, como a procura por dietas ou métodos que proporcionam emagrecimento rápido sem respeitar a realidade/individualidade de cada caso. Junto a isso, percebe-se algumas dificuldades como, a dificuldade em reconhecer as conquistas dentro do processo de mudança, e o alto índice de exigência consigo mesmo em relação a dieta e aos resultados esperados. A exigência por sua vez, quando presente de forma exagerada, pode ser uma fonte geradora de frustração durante o processo, levando a sujeito a desistir do processo de emagrecimento.

   Falamos um pouco sobre alguns aspectos emocionais que interferem no comportamento alimentar. Vale lembrar que cada pessoa possui sua singularidade, e irá responder de forma diferente a suas emoções. Porém, compreender esse aspecto é fundamental para entender que emagrecer é um processo de mudança não apenas alimentar e de estilo de vida, mas também, de compreensão e mudanças emocionais.

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