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Como vai você?

Marcos Alexandre Margotti Izé
Psicólogo – CRP 12/15412
marcosmargotti@hotmail.com

   2018, um ano que provavelmente ficará marcado na história de muitas pessoas. Um ano marcado por acontecimentos e manifestações políticas, econômicas e sociais que promoveram reflexo na vida de muitos brasileiros. Chegamos a dezembro, o mês que concretiza o final de mais um ciclo, de mais um ano que se encerra. Momento em que muitas pessoas, tem a oportunidade de desacelerar, de fugir da rotina corrida do dia a dia e curtir os tão esperados dias de férias. Momento que muitos aproveitam para avaliar e refletir como foi o ano que passou, quais foram suas conquistas, quais objetivos foram atingidos, e o que ainda precisa ser repensado ou melhorado.

   Uma promoção no trabalho, perder peso, iniciar uma alimentação saudável, um aumento de salário, começar a fazer atividades físicas, terminar sua faculdade, trocar de carro, guardar dinheiro, comprar uma casa nova, iniciar um novo relacionamento, entre outros objetivos podem fazer parte da lista de objetivos traçados para o ano de 2018, ou mesmo para o 2019 que chega.

   2018 chegou ao fim, e ao refletir sobre tudo que planejado muitas vezes chega a ansiedade, ou mesmo a frustração por perceber que nem todos os objetivos foram concretizados ou conquistados. Até certo ponto, é comum experimentarmos sentimentos como estes, ao perceber que nem tudo que desejávamos, saiu da forma que planejamos, porém é necessário atenção para perceber até aonde isso é saudável para você.

   Culpa excessiva, auto punição, frustração, sentimento de fracasso, angustia, sentimentos físicos como dor no peito, tremores sudorese, taquicardia, nó na garganta podem denunciar a necessidade de uma pausa para refletir sobre como está sua saúde emocional. Algumas atitudes e avaliações se mostram importantes para essa reflexão, como por exemplo:

   1 – Saber reconhecer suas conquistas: Muitas vezes, olhamos para o que não conseguimos realizar, deixando de lado o que conquistamos. Talvez não foi possível terminar a faculdade, mas cursei mais 5 matérias dela. Talvez não consegui comprar a casa que tanto sonhava, porém guardei metade do valor necessário para adquiri-la, talvez não consegui fazer atividades físicas todos os dias como planejado, mas consigo frequentar a academia 3 vezes por semana. É importante se apropriar do movimento que você realiza. Que tal tentar olhar para a parcela do que você conquistou?

   2 – Estipular metas atingíveis: Se você tem o objetivo de emagrecer 30 quilos em um ano, não seria mais fácil dividir isso em 6 etapas de 5 quilos? Metas muito longas, fazem com que você não consiga identificar sua evolução no processo, o que pode ser gerador de frustração, ou mesmo desistência de seu objetivo.

   3 – Saber reconhecer suas qualidades: Entenda que você possui suas qualidades e seu valor. Acha isso um pouco difícil de identificar? Preste atenção no que os outros falam de bom a seu respeito, aceite críticas e feedbacks, e comece a construir algo a partir disso. Muitas vezes não conseguimos reconhecer nossas qualidades.

   4 – Saber que você está em movimento: Este tópico complementa o primeiro. Se você não conseguindo frequentar a academia 5 vezes por semana, mas consegue pelo menos 3, isso significa que você está em movimento, na busca por mudanças, fugindo da sua zona de conforto, mesmo que está ainda não estejam de acordo com o desejado.

   5 – Entender que nem tudo está em seu controle: Quando for avaliar os objetivos não atingidos, é importante entender que nem tudo está sob seu controle. Existem agentes externos a você e que influenciam para o êxito ou não do seu processo.

   6 – Ser justo consigo mesmo (Exigência): Já falei em outro artigo como a exigência pode afetar sua vida. Avalie o quando que você exige de si mesmo, e quais sintomas essa exigência desencadeia no seu dia a dia. A exigência quando em exagero, pode desencadear sentimentos como frustração, ansiedade e até mesmo a desistência dos seus objetivos.

   7 – Evitar comparações injustas: Isso é muito mais comum do que se imagina. Para entender melhor, vamos a um exemplo. “Estou formado a um ano, trabalho em uma empresa a seis meses e me acho um fracasso e constantemente me sinto ansioso, frustrado por não possuir um salário ou um padrão de vida como dos meus amigos, que estão formados a 5, 6 e 10 anos. Quando estou com eles, penso em como são bem sucedidos, e como nunca vou conseguir ser como eles. Fico desanimado e mais uma vez me acho um fracasso.” Este é um exemplo fictício, mas o quando é justo comigo mesmo fazer uma comparação como está? Aqui não levo em consideração todo caminho construído por eles durante os anos de trabalho. Não compreendo as dificuldades que passaram, e o que tiveram que fazer para chegar até aqui. E você, como estão suas comparações? Elas são justas?

   8 – Saber que sua vida é um processo: Este último tópico, de certa forma complementa o anterior. Compreender que todo ciclo de sua vida é um processo individual, influenciado por sua realidade, econômica, social, familiar e pessoal, contribuirá para compreensão de seu desenvolvimento enquanto pessoa. Isso também contribui para que você consiga construir seu caminho, de forma mais espontânea na busca da viabilização de seus projetos.

   Este texto não tem como objetivo, ser um texto de auto ajuda. Como dito anteriormente, enquanto seres humanos, estamos sujeitos as mais variadas emoções no dia a dia, e se mostra importante avaliar como elas afetam sua vida.

   Chegamos ao final de um ciclo, ao final de mais um ano, momento importante para avaliarmos não apenas nossos objetivos materiais, mas também como estamos nos cuidando enquanto pessoas e ser humano. Planejamos várias coisas para nossa vida, mas como vão os objetivos para nosso corpo e mente? Desejo desde já um ótimo cuidado a você!

   Você possui alguma dúvida ou curiosidade sobre algum tema em psicologia que gostaria que fosse abordado neste espaço? Dúvidas ou sugestões podem ser enviadas para o e-mail marcosmargotti@hotmail.com

 

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