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Black Mirror: Bandersnatch

Filme de ficção interativa, lançado em 2018, foi dirigido por David Slade e criado pelo genial Charlie Brooker, além do que, ele se baseia no livro, também interativo, Bandersnatch, que está presente na trama do filme.

O filme vem em um formato inovador na plataforma streaming Netflix, já que trabalha com a possibilidade de decidirmos o que vai acontecer na trama. Não estou falando de escolher o final do filme, como já vimos em alguns filmes, como Efeito Paranormal, em que temos a opção de dois finais. Mas sim numa experiência única. Isto porque Black Mirror: Bandersnatch é diferente. Nele, podemos escolher o que o personagem Stefan (Fionn Whitehead) vai fazer durante todo o filme enquanto está rodando e sem pausa. Um exemplo disso é quando seu pai Peter (Craig Parkinson) pergunta o que ele quer de café da manhã, isso é decidido por nós, que também escolhemos a música que ele vai ouvir e outras decisões muito mais importantes que farão toda a diferença no enredo e dirá quanto tempo o filme durará, pois, dependendo do que escolhermos para Stefan, o filme pode acabar rapidinho.

Quanto a estrutura do filme, funciona da seguinte maneira: Quando podemos decidir o caminho no filme, aparecem sempre duas opções na parte inferior da tela, e, neste momento, temos um tempo de dez segundos para escolher o que Stefan vai fazer. Caso não haja uma decisão, ele vai definir por conta própria. Existem momentos que o filme questiona se queremos voltar em alguma decisão que tomamos no começo, e, nesta hora, escolhemos se continuamos ou a mudamos. Um dos detalhes cruciais é que não temos a opção de voltar ou ir adiante no filme, como nos outros. Isso torna tudo mais interessante.

O que mais me chamou a atenção na trama foi quando Stefan descobre que está sendo controlado por alguma coisa, mas não sabe por que e por quem, isso vai o enlouquecendo e nos deixando intrigados também. O filme se assemelha com um jogo, que vai nos prendendo muito a histórias e, quando percebemos, já estamos dentro do elenco.

Opinião

Por ter sido algo inovador na plataforma Netflix, o filme deixa muitas coisas a desejar na questão qualidade de imagem e direção. Talvez, por estarem focados em dar aos telespectadores o poder de ser o diretor do filme, acabaram não dando certo ênfase em outros fatores, como a sonorização, que deixa muito a desejar. Ademais, apesar de podermos escolher, algumas opções não são muito boas. Outra questão é a de imagem, que também faltou um pouco de cuidado, considerando que há momentos que poderiam ter havia mais foco ou centralizado melhor a câmera e não ter usado tantas cenas escuras que baixaram muito a qualidade do elenco. E por falar em elenco, no filme não há ninguém que se possa chamar de ator de peso. Por isso, acredito que, se tivessem dado o papel de protagonista para um grande ator, tenho certeza que o filme seria sucesso absoluto.

Mesmo com algumas críticas, eu ainda recomendo este filme pelo grande entretenimento que ele nos possibilita, vale muito a pena assistir e experimentar como é decidir os caminhos de uma trama.

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