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Onde você está no meio de tanta coisa?

Marcos Alexandre Margotti Izé
Psicólogo – CRP 12/15412
(48) 99942-0718
marcosmargotti@hotmail.com

   Mesmo diante de tanta informação nos dias atuais, ainda é possível perceber uma grande resistência a busca de auxílio psicológico. Por conta de resistência, desconhecimento da psicologia ou mesmo pela crença de que “psicólogo não vai resolver meus problemas”, muitos pacientes chegam ao consultório depois de já terem caminhado por várias especialidades e experimentado várias medicações diferentes. Por isso, gostaria de te convidar a pensar comigo se você respeita suas emoções. Mas como assim, respeito minhas emoções?

   As pessoas, na qualidade de seres humanos, vivenciam as mais variadas emoções ao longo do dia e isso é comum. Porém com a vida cada vez mais corrida e o acúmulo de tarefas cada vez maior, é possível perceber também, que na grande maioria dos casos, os sentimentos e as repercussões deles vão sendo deixados em segundo plano. Como se fosse algo que não tivesse importância. Preocupamo-nos em dar conta da casa, família, faculdade, amigos, emprego, ser bom, dar nosso melhor para ser reconhecido, conquistar a tão almejada promoção, sem muitas vezes perceber como está o nosso bem estar e nossas emoções. Exemplo disso é a facilidade que temos em apontar questões de outras pessoas, e a dificuldade de pontuarmos questões próprias, como nossas qualidades, por exemplo. Pode ser menos difícil classificar as qualidades alheias, mas ao tratar de si mesmo, gera uma maior necessidade de auto reflexão acerca disso.

   Ou seja, buscamos um caminho de destaque, em tudo que realizamos, mas neste movimento onde fica o cuidado e o respeito com a sua singularidade? Você cuida de você mesmo?

   Muitas vezes nos damos conta de que alguns sentimentos/relações nos causam sofrimento, mas “vai-se levando”, de forma que acabamos reprimindo estes sentimentos, gerando então um acúmulo emocional. Como consequência, em muitos casos, percebe-se em longo prazo um prejuízo na saúde emocional e qualidade de vida.

   Uma série de sintomas como, por exemplo, estresse, dores no peito e no corpo, pensamento acelerado, ansiedade, mudanças de humor, alterações no sono, alterações no comportamento alimentar, angústia, em alguns casos medo, prostração, alterações na libido, perda de prazer em atividades cotidianas ou no trabalho, pensamentos negativos, tremores no corpo, sensação de perda de controle, choro em situações comuns do dia a dia e principalmente dificuldades de relacionamento são alguns dos sinais que vão surgindo ao longo do tempo.

   Não quero com este texto lhe trazer um manual de como ter qualidade de vida, até porque isso é muito particular de cada ser humano, muito menos criticar quem busca excelência nas atividades que realiza, mas sim quero trazer o questionamento de como está o cuidado com você em meio a tantos afazeres do dia a dia? De todos os sentimentos que você vivencia, quais deles lhe trazem algum tipo de sofrimento?

   Mas quando falamos em auto cuidado muitas vezes isso soa como algo distante ou difícil de alcançar, pela ideia de que qualidade de vida se obtém a partir de viagens, férias ou outras coisas que demandem tempo. Porém, ao pensar em coisas que gerem prazer, podemos identificar uma série de elementos rotineiros que podem contribuir para manutenção da saúde emocional, como um passeio na praça, a realização de atividades físicas, um encontro com amigos, um passeio em família, a leitura de um livro, atividades manuais entre outras atividades que distanciem você dos afazeres do dia a dia e te coloquem em contato com o seu eu.

   Sem mais delongas, torço para que sua conversa consigo mesmo seja produtiva!

   Você possui alguma dúvida ou curiosidade sobre algum tema em psicologia que gostaria que fosse abordado neste espaço? Dúvidas ou sugestões podem ser enviadas para o e-mail marcosmargotti@hotmail.com

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