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Saia da bolha

Sair da bolha é algo realmente difícil tanto que algumas pessoas permanecem nela pela vida toda. É muito mais confortável ouvir pessoas que falam o que você quer ouvir, assistir coisas que você goste, ter amigos com os mesmos gostos que você.

Entrei neste assunto por que esta semana eu estava de carona no carro com minha mulher dirigindo. Eu já não estava em uma situação muito confortável, então resolvi aproveitar a situação e colocar uma playlist de Funk atual para escutar. Logo que tocou a primeira musica minha mulher já me olhou com cara de espanto. Reação normal de alguém que sempre me viu criticar o gênero, mas segui escutando as músicas e disse para ela que eu queria estar por dentro do que acontece no mundo. Assim eu não ficaria escravo de uma ideia antiga, uma opinião que criei quando eu era dez anos mais novo. Ela concordou e durante todo o caminho fomos analisando as músicas e por incrível que pareça minha opinião não mudou em nada. O funk continua apelativo e sem conteúdo musical em vários sentidos, bem diferente dos de antigamente dos anos 2000.

Depois pensando sobre este acontecimento vi que naquele momento eu sai da minha bolha. Pensei que posso fazer isso não apenas com a música, mas também no cinema tentando assistir filmes brasileiros que a grande maioria é uma apelação sexual. Talvez ouvindo o outro lado da política, não apenas comentaristas que apoiam o mesmo lado que o meu. Talvez eu continue com a mesma opinião que foi o que aconteceu com a música, mas não terei uma opinião baseada em algo que eu decidi a dez anos atrás. Ao mesmo tempo eu terei mais conhecimento e aprendizado foda da minha bolha.

Eu proponho a você tentar fazer isso, ouvir pessoas com opiniões contrarias que a sua, ouvir comentaristas que não torcem para seu time. Aprender sobre o trabalho dos seus concorrentes de uma marca diferente da sua. Não critique Iphone se você só teve Androide.

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